PNLD 2020

Professores, conheçam nossos títulos selecionados para o programa PNLD 2020 Literário:

 

>> Editora Biruta

2083

 
  • Código da coleção: 0309L20603
  • Autor: Vicente Muñoz Puelles
  • Categoria 2 (8º e 9º anos)
  • Temas: Cultura digital no cotidiano do adolescente, Conflitos da adolescência, Ficção científica, mistério e fantasia


>> Sobre a obra: de autoria de Vicente Muñoz Puelles, 2083 foi originalmente publicada em 2008, na Espanha.
A ficção narra a vida de David, um adolescente, e de seu pai, no ano de 2083. O futuro descrito na narrativa é colocado pelo autor como um futuro distópico: os livros de papel praticamente foram abolidos por desinteresse da população. Outras tecnologias dominaram a vida cotidiana dos jovens e adultos. Numa noite em que assiste ao telessensor com seu pai, David descobre a existência dos quase extintos livros de papel. Sua curiosidade sobre o assunto é despertada e dará início à sua busca para compreender melhor esse universo. Ele vai visitar bibliotecas, explorar livros na Cosmonet (equivalente à nossa internet) e, principalmente, viajar na Bibliotravel – a agência de seu pai que “transporta” os clientes para dentro da narrativa de livros como David Copperfield, a Bíblia ou a Ilíada.
O projeto gráfico da obra está em consonância com o contexto da narrativa, de um futuro próximo e tecnológico. Na capa e em todas as páginas internas, o livro traz elementos da tecnologia de códigos QR, conhecidos também como QR Codes. Eles são como “códigos de barras” que carregam informações codificadas, tais como textos e endereços de páginas na internet. Tanto a capa quanto as aberturas de capítulo possuem, além dos títulos escritos em alfabeto latino, uma codificação em código QR.

>> Sinopse: O fim dos livros de papel e tinta está próximo. Restarão poucos exemplares: as antiguidades valiosas ou as relíquias de família. Verdade? Ilusão? Fantasia? Imagine-se agora em 2083 e surpreenda-se: o livro eletrônico também não existe mais. O que restou das histórias e dos autores que admiramos? Desapareceram sem deixar vestígios? Não! Seria impossível destruir os textos que nos emocionaram, que nos fizeram viver melhor e nos tornaram mais humanos. Não se desespere, todos sobreviveram e você poderá conhecê-los bem perto, numa viagem de turismo, no modo amplificador de inteligência. Embarque na bibliotravel. 

As aventuras de Sargento Verde

  • Código da coleção: 0370L20602
  • Autor: Helena Gomes, ilustrações Ágatha Krétli
  • Categoria 1 (6º e 7º anos)
  • Temas: Autoconhecimento, sentimentos e emoções, Família, amigos e escola, Aventura, mistério e fantasia


>> Sobre a obra: A primeira edição de As aventuras de Sargento Verde foi publicada em 2016. A obra é um conto que mescla, em uma única trama, elementos e referências de diferentes contos de encantamentos.
Os dois heróis da trama foram retirados de dois contos diferentes: O Sargento Verde (versões de Sílvio Romero e Monteiro Lobato) e A Fonte das Três Comadres (versões de Theobaldo e Lobato), como conta a autora na apresentação do livro. As ilustrações e o projeto gráfico, em dois tons de verde, contribuem para a construção da aura mágica e fantástica da narrativa. Finalista do Prêmio Jabuti na Categoria Adaptação em 2017, a obra foi selecionada para compor o Catálogo de Bolonha da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) em 2017 e recebeu, no mesmo ano, o selo Altamente Recomendável da FNLIJ.

>> Sinopse: A história da garota que se disfarça de Sargento Verde encontra a história do príncipe caçula que precisa provar seu valor ao pai e a todo o reino. Juntos, eles enfrentarão dragões e peixes gigantes, terão de lidar com a maldade e o egoísmo de fadas e de homens. Os desafios estarão por toda parte. E, para completar, a revelação de um segredo poderá mudar totalmente o destino de nossos heróis.


Fuja, coelhinho, fuja

  • Código da coleção: 0009L20603
  • Autor: Barbara Mitchelhill
  • Categoria 2 (8º e 9º anos)
  • Temas: Conflitos da adolescência, Sociedade, política e cidadania, Diálogos com a história e a filosofia


>> Sobre a obra: Originalmente publicada na Inglaterra, em 2011, o romance foi escrito pela autora inglesa Barbara Mitchelhill. Assim como a autora, que nasceu em Rochdale, é nesta cidade do interior do país que se inicia a jornada de Lizzie, a protagonista, e sua família. Para elaborar a narrativa, que possui um robusto pano de fundo histórico – a Segunda Guerra Mundial –, a autora conversou com algumas pessoas que se dispuseram a dividir informações importantes para a construção do texto. Informações de como se vivia à época de 1942 (quando se situa a história), histórias sobre Whiteway (a autora também visitou a comunidade), lembranças sobre o País de Gales e informações sobre trens. A obra ganhou diversos prêmios literários no Reino Unido: Prêmio Young Quills for Historical Fiction, 2012 – Inglaterra; Prêmio Stockton Children’s Book of the Year, 2012 – Inglaterra; Prêmio Red House Children's Book, 2012 – Inglaterra; Indicação ao Carnegie Medal, 2012 – Inglaterra, 3o lugar no Prêmio The Northern Ireland Book Award, 2012-2013 – Irlanda e Prêmio The Coventry Inspirational Book Award, 2012 – Inglaterra. No Brasil, a primeira edição foi publicada pela Editora Biruta em 2014 e o livro recebeu, em 2015, o selo Acervo Básico FNLIJ 2015, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Ainda sobre a obra, a autora escreveu: “Foi algo que minha tia Sarah me disse pouco antes de morrer, junto com o broche que me deixou de presente, que me levou a escrever Fuja, coelhinho, fuja. O broche continha uma fotografia de Fred, o irmão mais novo de minha tia, e ela tinha guardado o segredo de Fred por mais de setenta anos. Somente quando ela estava deitada, à beira da morte, revelou que ele havia sido um conscientious objector (pacifista).”

>> Sinopse: Quando o pai de Lizzie recusa-se a lutar na Segunda Guerra Mundial, a polícia vem à sua procura. Para continuarem juntos, Lizzie e seu irmão Freddie acompanham o pai e refugiam-se em uma idílica comunidade chamada Whiteway. Porém, a estadia não dura muito tempo, e a família se vê obrigada a fugir novamente. O inverno rigoroso é apenas um dos obstáculos que tornarão a jornada cada vez mais difícil, e a chance de permanecerem unidos ainda mais distante.

 

>> Editora Gaivota

A canção de Monalisa

  • Código da coleção: 0381L20603
  • Autor: Helena Gomes
  • Categoria 2 (8º e 9º ano)
  • Temas: Cultura digital no cotidiano do adolescente, Conflitos da adolescência, Diálogos com a história e a filosofia, Ficção científica, mistério e fantasia


>> Sobre a obra: A canção de Monalisa, de Helena Gomes, narra a história de Leandra, uma adolescente que passa as férias na casa de avó, Lucinda, em Santos. Entediada por estar longe de sua cidade e de seus amigos, a menina decide passear na Pinacoteca de Santos, localizada ao lado do apartamento de
sua avó. Lá, Leandra entra em contato com a obra de Benedito Calixto (Conceição de Itanhaém, SP, 1853 – São Paulo, SP, 1927), pintor, historiador e ensaísta que ganhou reconhecimento por suas pinturas – entre elas, marinhas (pinturas de paisagens marítimas), paisagens urbanas e painéis religiosos.
Uma das marinhas exposta na Pinacoteca, em especial, ganha a atenção da menina – que escuta uma hipnotizante canção sair da obra. Conhece, então, um menino misterioso, Inácio, que lhe pede para ficar longe do quadro – e é nesse ponto que começam a aventura e o mistério da trama.
Sem entender o porquê da orientação, e descumprindo-a, Leandra encontra Monalisa, um ente mágico, meio mulher meio sucuri que, depois de ser libertada de sua prisão dentro do quadro, envia Leandra, através de um feitiço, para a São Vicente do século XIX. Nessa viagem no tempo, Leandra torna-se empregada justamente na casa de Benedito Calixto.
O leitor, assim como a protagonista Leandra, entra em contato com um cenário que possui um contexto social, cultural e histórico próprio – e muito diferente daquele onde a narrativa se desenvolvia até então, nos dias atuais.
A obra é riquíssima e perpassa temas importantes, como diferenças socioculturais e históricas, elementos, pessoas e lugares reais do passado, e questiona o uso da tecnologia na vida dos jovens, assim como seus conflitos, próprios da idade. Há ainda o elemento fantástico, Monalisa e sua magia – justamente o ponto de partida de toda a aventura e mistério.
A obra foi escrita pela autora Helena Gomes, que quis desenvolver uma narrativa que tivesse conexão com o Brasil e que estivesse ambientada e trouxesse à tona elementos nacionais. Escolheu o importante, mas pouco conhecido artista plástico Benedito Calixto, assim como o lugar em que viveu um período de sua vida, São Vicente, além do museu batizado em sua homenagem – a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos – como mote da trama. Realizou uma profunda pesquisa sobre esses elementos para o desenvolvimento da história.
Para enriquecer a obra, em seu último caderno há a reprodução de pinturas de Benedito Calixto, que hoje estão expostas nos acervos de importantes museus, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), Museu de Arte Sacra de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo – e que ajudam a contextualizar o enredo.

>> Sinopse: Entediada por passar mais um período de férias na casa da avó, Leandra resolve visitar um antigo casarão à beira-mar, onde funciona um museu de arte. Na exposição permanente das pinturas de um famoso artista, Benedito Calixto, ela nota algo estranho numa das telas, que parece ter vida própria. Para complicar, um rapaz misterioso acompanha seus passos. Sem imaginar o perigo que corre, a jovem embarca numa aventura que a levará ao confronto com uma poderosa criatura, direto a um passado em que a magia se mistura à realidade para definir o futuro.

Princesas, bruxas e uma sardinha na brasa: contos de fadas para pensar sobre o papel da mulher

  • Código da coleção: 0392L20602
  • Autor: Helena Gomes e Geni Souza, ilustrações Alexandre Camanho
  • Categoria 1 (6º e 7º anos)
  • Temas: Família, amigos e escola, Aventura, mistério e fantasia, Outros temas [Papel da mulher na sociedade]


>> Sobre a obra: Princesas, bruxas e uma sardinha na brasa: contos de fadas para pensar sobre o papel da mulher é uma coletânea com oito contos de fadas, adaptados pelas autoras Helena Gomes e Geni Souza. Os contos, originários de diferentes regiões do mundo, têm em comum o protagonismo das personagens femininas, abrindo espaço para a discussão sobre seu papel na sociedade e seus estereótipos na literatura, como foi trabalhado por Giselle Soares no posfácio do livro. As ilustrações de Alexandre Camanho contribuem para criar a atmosfera de magia e encantamento da obra.

>> Sinopse: Vilã ou heroína? Bruxa, princesa, camponesa, conselheira ou madrasta? Ou todas elas? Nos contos de fadas, as personagens femininas costumam ser entregues em casamento a quem mal conhecem, sofrem muito, não têm direito a dar opinião nem a escolher o seu futuro. E tudo isso só porque nasceram mulheres. Princesas, bruxas e uma sardinha na brasa nos faz refletir sobre essas questões e também nos mostra como os homens podem ser aliados no processo de mudanças. São histórias que divertem, emocionam e ainda nos fazem ver que há muito a ser feito para que as mulheres também sejam donas dos próprios finais felizes.

 

Um lençol de infinitos fios

  • Código da obra: 0022L20603
  • Autor: Susana Ventura
  • Categoria 1 (6º e 7º anos)
  • Temas: Autoconhecimento, sentimentos e emoções, Família, amigos e escola, Encontros com a diferença


>> Sobre a obra: Um lençol de infinitos fios, de Susana Ventura, conta a história de duas meninas, Maria e Ludmi, duas imigrantes vivendo na cidade de São Paulo nos dias atuais.
A narrativa é construída a partir de diferentes perspectivas: por meio da narração em primeira pessoa, de Maria e de Ludmi, e também de um narrador em terceira pessoa, onisciente. Os diferentes narradores se intercalam. Além disso, o texto traz recortes de notícias de jornal e de portais da internet, carta e post de redes sociais, elementos que enriquecem a narrativa. Haitiana, Ludmi sofreu com o terremoto que atingiu seu país, em 2010, destruiu sua terra e matou amigos e familiares. Vem ao Brasil, sozinha, em busca de seu pai e de uma nova vida.
Maria nasceu na Bolívia e chegou pequena ao Brasil, com sua família. Estuda em uma escola em São Paulo e está, junto com alguns amigos – também de diferentes origens –, desenvolvendo um trabalho escolar para a disciplina de Geografia, que será apresentado no Dia da Imigração (uma comemoração criada pela escola). Ambas as personagens frequentam a Biblioteca Mário de Andrade, no Centro da cidade, e é ali que se conhecem e que suas histórias se cruzam.
O projeto gráfico desta obra é bastante importante para sua compreensão e fluidez. Está intrinsecamente ligado à história: cores diferentes para narrador em primeira e terceira pessoa. As narrações de Ludmi e Maria, além de se diferenciarem pelo título de suas respectivas partes, também se diferenciam pela forma – Maria escreve em seu caderno de escritora, pautado, e Ludmi,
em seu caderno de folhas brancas, aquele que usa para desenhar. Os excertos de notícias, a carta e o post de rede social também ganham formas próprias.
O cerne principal da obra é, certamente, o encontro das diferenças (ilustrada pelas diferentes nacionalidades das personagens), a busca pelas semelhanças, por pertencimento, a adaptação a novas situações e, especialmente, os aspectos que unem as personagens: a amizade e a solidariedade.
O título do livro nasce de uma expressão haitiana, reproduzida ao longo do texto por Ludmi, “meu vizinho é meu lençol”. Trata-se de uma expressão que denota a essência dessa narrativa.

>> Sinopse: Maria é uma garota boliviana que vive em São Paulo com sua família. Ela tem um caderno onde escreve histórias e pensamentos, pois pensa em ser escritora um dia. Com seus amigos Juan, Manoela e Jun, vive o dia a dia da grande cidade e prepara um trabalho para a escola sobre os países da América Latina. Num dia de pesquisa na Biblioteca Mário de Andrade, os amigos conhecem Ludmi, uma jovem haitiana que está na cidade em busca de seu pai. Um lençol de infinitos fios é uma delicada narrativa sobre o valor da amizade e a descoberta do poder e da solidariedade. 

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