"A canção de Monalisa", de Helena Gomes, na sala de aula!

"A canção de Monalisa", de Helena Gomes, na sala de aula!

Sala de Aula é a seção do nosso site onde compartilhamos sugestões, atividades, dicas e etc., de como nossos livros podem ser trabalhados na escola ou em outros espaços. Essas sugestões são apenas um ponto de partida: afinal, o livro literário permite inúmeras interpretações, explorações e extrapolações, um sem-fim de maneiras de trabalhá-lo. Ah, quer compartilhar conosco alguma atividade que realizou com um de nossos livros? Vamos adorar saber! Nos envie um e-mail. :)

 

"A canção de Monalisa" é lançamento por aqui. :)

De autoria de Helena Gomes, a trama é riquíssima em referências e permite que os leitores explorem suas diversas facetas. 

 

SOBRE A HISTÓRIA

A canção de Monalisa, de Helena Gomes, narra a história de Leandra, uma adolescente que passa as férias na casa de avó, Lucinda, em Santos. Entediada por estar longe de sua cidade e de seus amigos, a menina decide passear na Pinacoteca de Santos, localizada ao lado do apartamento de sua avó.

Na Pinacoteca, Leandra entra em contato com a obra de Benedito Calixto (Conceição de Itanhaém, SP, 1853 – São Paulo, SP, 1927), pintor, historiador e ensaísta que ganhou reconhecimento por suas pinturas – entre elas, marinhas (pinturas de paisagens marítimas), paisagens urbanas e painéis religiosos.

Uma das marinhas exposta na Pinacoteca, em especial, ganha a atenção da menina – que escuta uma hipnotizante canção sair da obra. Conhece, então, um menino misterioso, Inácio, que lhe pede para ficar longe do quadro – e é nesse ponto que começam a aventura e o mistério da trama.

Sem entender o porquê da orientação, e descumprindo-a, Leandra encontra Monalisa, um ente mágico, meio mulher meio sucuri que, depois de ser libertada de sua prisão dentro do quadro, envia Leandra, através de um feitiço, para a São Vicente do século XIX.

Nessa viagem no tempo, Leandra torna-se empregada justamente na casa de Benedito Calixto.



O leitor, assim como a protagonista Leandra, entra em contato com um cenário que possui um contexto social, cultural e histórico próprio – e muito diferente daquele onde a narrativa se desenvolvia até então, nos dias atuais.

A obra é riquíssima e perpassa temas importantes, como diferenças socioculturais e históricas, elementos, pessoas e lugares reais do passado, e questiona o uso da tecnologia na vida dos jovens, assim como seus conflitos, próprios da idade. Há ainda o elemento fantástico, Monalisa e sua
magia – justamente o ponto de partida de toda a aventura e mistério.

A obra foi escrita pela autora Helena Gomes, que quis desenvolver uma narrativa que tivesse conexão com o Brasil e que estivesse ambientada e trouxesse à tona elementos nacionais. Escolheu o importante, mas pouco conhecido artista plástico Benedito Calixto, assim como o lugar em que viveu um período de sua vida, São Vicente, além do museu batizado em sua homenagem – a Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos – como mote da trama. Realizou uma profunda pesquisa sobre esses elementos para o desenvolvimento da história.

Para enriquecer a obra, em seu último caderno há a reprodução de pinturas de Benedito Calixto, que hoje estão expostas nos acervos de importantes museus, como o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), Museu de Arte Sacra de São Paulo, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo – e que ajudam
a contextualizar o enredo.

SUGESTÕES

ANTES DA LEITURA
O(A) professor(a) pode pedir aos alunos que leiam individualmente e depois discutir em sala de aula a sinopse constante na quarta capa, a biografia da autora, o prólogo. Pode olhar também o caderno de imagens, em que se reproduz obras de Benedito Calixto.
Algumas reflexões/questões podem ser levantadas para despertar a curiosidade dos alunos à leitura da obra:
• O que o leitor espera do texto que vai ler? Como será que o título desse livro se relaciona com a história? E a ilustração da capa?
• Por que há um caderno com reproduções de obras de Benedito Calixto? Como será que sua obra será importante para a história? Será que ele também é um personagem do texto? Algum estudante já ouviu falar sobre o artista, conhece alguma de suas obras reproduzidas? Que tal pesquisar quem foi Calixto, quando e onde viveu?
• Quem será o(a) narrador(a) dessa história? Será uma narração em primeira ou terceira pessoa? Isso faz diferença em um texto literário? Por quê?
• Quando o livro foi escrito e publicado (nos tempos atuais?)?
• A personagem principal viaja ao passado: como seria viajar para um passado sem a tecnologia que conhecemos hoje (televisão, internet, celular, redes sociais)? E como seria ficar longe da família e dos amigos?

DEPOIS DA LEITURA

(A)  Redações ou adaptações multimídia.

Leandra é uma personagem do século XXI, conectada às redes sociais – por elas compartilha com os amigos muitas passagens de sua vida.
E se Leandra, depois de sua aventura com Inácio e Monalisa, resolvesse escrever um blog para contar sua jornada? O narrador do texto mudaria: seria, agora, uma narradora-personagem, uma narração em primeira pessoa. Sugerir aos alunos que desenvolvam um blog para Leandra e escrevam os posts. Que recursos próprios da plataforma poderiam utilizar?
Depois, trocar impressões com os estudantes sobre conteúdo, forma e linguagem – o que mudou, porquê.
Pode-se propor também a redação de fanfics: como terá sido a vida de Inácio desde que se separou de Leandra no século XIX, até seu reencontro, no século XXI? E como terá sido a vida de Norato? E Monalisa? Que tal escrever algumas de suas aventuras?

(B) Redação a partir do ponto de vista de outro narrador.

O narrador em terceira pessoa da trama é um narrador onisciente – que conhece, além dos acontecimentos, os sentimentos e as emoções de diferentes personagens da narrativa. O narrador é importante na construção dessa obra.

Peça aos estudantes que escolham um acontecimento da história (por exemplo, o momento em que Leandra chega ao século XIX, a ida de Benedito Calixto e Inácio ao Rio de Janeiro ou a luta entre Monalisa e Norato) e o reescrevam, em primeira pessoa, sob a perspectiva de um narrador-personagem (por exemplo, Leandra, Inácio, Monalisa ou Norato).

(C) Atividades relacionadas às Artes plásticas

O movimento das artes visuais no Brasil toma impulso a partir de 1808 com a criação e a concepção da Academia de Belas Artes. Até então os portugueses impediam qualquer atividade cultural que não estivesse relacionada a seus interesses imediatos. O ano de 1808, com a chegada da família
real ao Brasil, marcou o início do século XIX com medidas de ordem política, cultural e social que trouxeram um novo panorama para as artes visuais.

É interessante orientar uma pesquisa sobre a importância da Academia de Belas Artes no século XIX, a concepção de artes visuais, o estilo e as escolas a que pertenciam os pintores da época, escultores e arquitetos tanto brasileiros quanto os que vieram da Europa. Para que se possa comparar o movimento das artes plásticas no decorrer dos séculos até os dias de hoje, torna-se indispensável
conhecer os artistas plásticos contemporâneos. Essa pesquisa permitirá identificar os quadros famosos que enaltecem o império e as influências que os europeus, africanos e indígenas tiveram na concepção de arte brasileira.
Quem mora no Rio de Janeiro ou nas cidades próximas não deve deixar de visitar o Museu Nacional de Belas Artes, que tem a maior coleção de quadros do século XIX. É também possível conhecer um pouco sobre o museu e acervo em seu site oficial: http://mnba.gov.br/.

Proponha uma atividade de criação que poderá ser trabalhada em grupos. Peça aos alunos que escolham, entre as obras de artistas brasileiros do século XIX, aquela que mais os tenha sensibilizado. Analisem a obra e façam uma recriação utilizando o material e a tecnologia que considerem mais adequados às finalidades, inclusive digitais. A apresentação dos trabalhos à
turma com as devidas explicações, revelando o autor do original e identificando a obra que os inspirou, pode ser realizada na sequência.

Abaixo, alguns links de sites oficiais de museus brasileiros onde se pode pesquisar o acervo:
Pinacoteca de São Paulo: http://pinacoteca.org.br/acervo/obras/
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP): https://masp.org.br/acervo
Museu de Arte Moderna de São Paulo: http://mam.org.br/colecao/


Quer compartilhar conosco alguma experiência desenvolvida com base no livro? Vamos adorar saber!


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