Níveis de Leitura

A formação do leitor literário

A formação do leitor literário é uma tarefa mais complexa do que pode parecer. O primeiro passo é certamente aproximar o livro e o leitor. Professores e pais, por vezes frente a tanta oferta tendem a perguntar: para que idade serve esse livro? Ou: para que ano de escolaridade é mais adequado?

Essas questões revelam que, por um lado, não se consideram as características próprias de um bom livro: a qualidade literária, o projeto gráfico, as ilustrações e, por outro, se ignoram as características do leitor enquanto pessoa que tem interesses próprios. Assim, corre-se o risco de que a desejada aproximação entre o leitor e o objeto livro não aconteça.

O ideal seria que, frente à oferta diversificada, o leitor pudesse escolher e experimentar o resultado dessa escolha, aprendendo a selecionar o que tem maior qualidade e lhe agrade.

Entretanto, há um elemento que poderá orientar os adultos a selecionar livros infantis e juvenis com maior adequação, além da qualidade do livro e do interesse do leitor: a fluência na leitura.

Se apresentarmos um texto complexo para leitores com desempenho incipiente em leitura, o grau de dificuldade será um obstáculo à formação desse leitor. Ao contrário, se oferecermos um texto muito simples para um leitor com vocabulário mais rico e experiência em leitura de enredos mais complexos, dificilmente haverá interesse na leitura.

É possível estabelecer uma relação geral entre características do texto e o desempenho em leitura que facilite a seleção de livros e que, não necessariamente, tenha a ver com a idade ou série de escolaridade.