Meu Pai Não Mora Mais Aqui
 
   
Caio Riter
Gustavo Piqueira e Samia
16x23 cm
200 páginas
978-85-88159-93-8
2x2
R$ 38.00
 
     
     
     
     
     
     
   
  "E eu? Alguém pensa em mim, Diário. Me diga. Pensa?"

Meu pai não mora mais aqui, de Caio Riter, é um livro que conversa o tempo todo com o leitor e confessa os desejos, os dramas, as inquietações e os segredos mais íntimos de uma garota e de um garoto: Letícia e Tadeu.

Os dois jovens estão escrevendo um diário a pedido da professora de Língua Portuguesa e o que de início era uma tarefa nada simpática acaba se tomando uma experiência de descobertas em que os personagens perguntam por que a gente está sempre amando a pessoa errada, por que as pessoas morrem e até mesmo qual é o sentido de existir.

De um jeito bastante espontâneo e bem humorado, emotivo e sem censura, Letícia e Tadeu contam os seus amores escondidos, os afetos e desafetos pelo mundo adulto, as curtições e as carências, a separação entre pessoas queridas e a amizade, até mesmo o próprio sentido da morte e da solidão.

 
   
  Caio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável entre outros.

Formado em Jornalismo e em Letras ministra aulas no ensino fundamental e médio, desde 1987, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação.

Participa como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul, momento bastante rico de troca e aprendizagem. Todavia, com certeza, ser professor, estar em contato diário com adolescentes, sempre foi e será a melhor escola. Publicou pela Editora Biruta os titulos, Meu Pai não Mora Mais Aqui e As Luas de Vindor.

 
   
  GUSTAVO PIQUEIRA nasceu em 1972. Designer gráfico é sócio da Rex Design. Como autor, escreveu o irônico Manual do Paulistano Moderno e Descolado (WMF/Martins Fontes, 2007), além de Coadjuvantes (Martins Fontes, 2006), Morte aos papagaios (Ateliê Editorial, 2004), Gil Sans (Rosari, 2003) e o infanto-juvenil Sardinha e os diamantes (Escala Editorial, 2007). Foi diretor da Associação de Designers Gráficos entre 2000 e 2004 e professor de tipografia nas Faculdades Senac entre 2001 e 2004. Também desenha alfabetos, alguns deles distribuídos pela Digital Type Foundry T26 de Chicago, e ilustra livros para a Editora Biruta. SAMIA JACINTHO nasceu em São Paulo em 1982. Trabalha em um estúdio de design gráfico chamado Rex Design. Ilustrou junto com Gustavo Piqueira a Coleção Leituras Descoladas, além disso, cria bonecos que podem ser vistos no site //www.muffin.cx.\

 
     
   
 

SUGESTÕES DE ROTEIROS PARA A LEITURA:

Os roteiros que seguem são exemplos de propostas de trabalho com leitura literária, que buscam acercar-se da leitura, através de atividades lúdico-reflexivas, que levem os alunos a interagirem de forma racional e de forma lúdica com o texto literário. Para tal, são sugeridas atividades motivacionais, de leitura, de exploração do texto e de extrapolação, em que se busca desenvolver a criatividade do aluno a partir do texto lido. É interessante, nas questões reflexivas, além de buscar a compreensão e a interpretação do que foi lido, suscitar práticas que levem o aluno a expor sua opinião crítica, bem como sua visão de mundo.

Preocupei-me em sugerir diferentes leituras, que possam atingir a diferentes níveis de leitores, assim como a diferentes faixas etárias e para diferentes tipos de textos: contemporâneos, juvenis, infantis, clássicos, fábula. Apresento também breve resumo do livro, a fim de situar o professor, caso este desconheça o livro sugerido, para que possa ter maior compreensão das atividades sugeridas.

EXTRAPOLAÇÃO

1. Quando, no livro, a professora solicita que cada aluno crie um diário, todos fazem. Porém, o leitor só tem acesso aos diários de Letícia e de Tadeu, embora saiba, por exemplo, que o Cau também escreveu um e que lá há algumas revelações. Crie uma página do diário do Cau. Que revelações ele terá feito?

2. No final da história, Tadeu elabora seu discurso de formatura em forma de música. Solicitar aos alunos que criem paródias musicais em que exponham suas visões de mundo sobre a adolescência. Caso o livro seja trabalhado com turmas de final de ciclos, pode-se pedir que criem discursos musicais.

A apresentação pode ser em forma de festival, podendo, antes, o professor apresentar um histórico do que eram os festivais de música da década de 60, mostrando aos alunos, inclusive, vídeos da época.

Obs.: Em uma paródia musical, mantém-se o ritmo da melodia e se escreve uma nova letra.

Reforço que são apenas sugestões, exemplos, pontos de partida. Não são receitas infalíveis. Muitos deles, inclusive, já utilizei em sala de aula, com resultados bem positivos. Se os sugiro, é por perceber sua eficácia na formação de leitores literários críticos. Assim, compete ao professor, a partir de suas vivências de leitura e de seus diagnósticos em relação às turmas, adaptar os roteiros que apresento, criando novas atividades, recriando as sugeridas, enfim, elaborando roteiros que mantenham a estrutura (motivação, leitura, exploração e extrapolação), mas que vão ao encontro das necessidades dos leitores.

LEITURA

O professor apresenta o livro Meu pai não mora mais aqui, dizendo que ele apresenta dois diários: o de Tadeu e o de Letícia.

A leitura deverá ser realizada, observando-se as mudanças que ocorrem com os protagonistas no decorrer da história e como eles superam as crises em que se veem envolvidos.

LEITURA E EXPLORAÇÃO

1. Após a leitura de metade do livro, elaborar um esquema simbólico que represente cada um dos protagonistas. Tal atividade pode ser desenvolvida individualmente ou em pequenos grupos. Como exige maior abstração de leitura, a organização em pequenos grupos torna-se mais interessante em virtude das possibilidades de trocas que suscita.

Esquema simbólico: desenho de alguma forma ou objeto que represente o personagem, dando conta de caracteres psicológicos e/ou físicos mais relevantes. Para tal, devem ser usados palavras ou elementos visuais. Em círculo, cada pequeno grupo apresenta seu esquema.

2. Alunos serão desafiados a propor sugestões para o desenrolar da trama na segunda metade do livro, ou seja, apontar de que forma julgam que os destinos de Letícia e de Tadeu se cruzarão.

3. Após leitura integral do livro, algumas sugestões de questões:

a) Quais as principais diferenças no modo como os dois jovens escrevem seus diários? Quais são suas motivações, além do pedido da professora?

b) Em que medida ambos amadurecem no decorrer da narrativa e em que aspectos as perdas que eles sofrem contribuem para seus amadurecimentos?

c) Como o amor é visto por Tadeu e por Letícia? Algum deles muda seu posicionamento no decorrer da história? E para você o que é amar?

4. Solicitar que os alunos elaborem um quadro comparativo entre Letícia e Tadeu, tendo como foco o modo como eles se relacionam com os demais adolescentes do livro: Cau, Pedro Henrique, Marina, Larissa, Juliana, Vanessa, Bel.

5. No livro, há momentos em que os personagens pensam em si ou no outro, a partir dos significados de seus nomes:

Letícia: alegria Tadeu: o corajoso, o confessor, o amável

5.1. Em que sentido, na sua leitura, tais significados representam, de fato, os protagonistas e suas posturas diante da vida e dos problemas?

5.2. Pesquise, caso não saiba, o significado de seu nome e diga em que medida ele representa você. Sugestão: Dicionário de nomes próprios, de Camille Vieira da Costa. São Paulo: Traço Editora.

6. Elabore um caça-palavras, usando os nomes dos personagens do livro. Os caça-palavras serão trocados e cada aluno jogará com o de um colega.

 
   
 
 
   

 
Copyright 2008 Editora Biruta - todos os direitos reservados
 
Rua João Moura, 166 | CEP: 05412-000 | Jardim América- São Paulo - SP
 
tel (11) 3081-5741 /3081-5739
 
Editora filiada à Libre
 
Desenvolvido por Occy Design